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Os beijos apaixonados do 2.º ciclo

por Samuel Garcia Portugal, em 24.03.16

No 2.º ciclo de escolaridade, ou seja, lá pelos meus 10/11 anos, a vontade de ter uma namorada, a curiosidade destas relações ia aumentando.

Nessa altura os sentimentos ainda não eram assim tão significativos que tenham feito com que ficassem guardados na minha memória, mas algumas situações ficaram.

Como já disse, especialmente no início da minha juventude e adolescência, sempre fui assim meio pinga-amor. E no 5.º ano tive assim uma namorada, ou uma "namoradazita", vá.

Também já vos disse que até determinada altura sempre fui bastante respeitador (vulgo "inocente") e um bocado tonto. Mas nada disso impedia que em alguns intervalos específicos fossemos para trás de um pavilhão em específico, onde passava pouca gente, para dar uns beijos. Por essa altura havia também uma outra rapariga da minha turma que namorava e ia para lá fazer o mesmo. A rapariga com quem eu namorava na altura, muitas vezes tinha resistência ao que íamos fazer, e até medo de ser apanhada.

Aquilo foi acontecendo algumas vezes, não sei exatamente durante quanto tempo. Sei que o namoro não durou muito tempo (talvez um mês?).

Também não sei os pormenores do que se passou a seguir. Não sei se fomos apanhados, ou se alguns dos nossos outros colegas contaram à nossa diretora de turma (acredito mais que tenha sido esta última). Como consequência disto, numa das aulas seguintes com a diretora de turma, ela tirou algum tempo para falar connosco sobre os riscos de andar aos beijos, provavelmente enfatizando que ainda éramos novos e devíamos ter responsabilidade e cuidado com o que fazíamos, porque podíamos apanhar algumas doenças (herpes?), etc. etc.

No fundo ela devia estar preocupada por estarmos tão precocemente naquelas "andanças".

Eu sei que não tenho ainda muitos seguidores, e os poucos que tenho não se lembrarão. Para os que se lembram poderão estar a pensar: "Então ele não disse há dois posts atrás que o primeiro beijo dele foi no 8.º ano?". Ao que eu respondo: "Têm toda a razão!".

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A parte mais interessante desta história é que tudo o que nós fazíamos, e que era tão grotesco que tínhamos de nos ir esconder para um recanto, era dar uns beijinhos na cara. Nada mais. Bom, a minha colega de turma e o namorado já se lambuzavam todos e faziam o "desentupimento da canalização", mas não eu.

Por consequência ouvi um sermão que não teria de ser para mim, e não sei o que a professora ficou a pensar de mim pois nunca foi esclarecer a verdade. E se nunca o fiz foi porque provavelmente pior que estar a ouvir um sermão que não tinha de estar a ouvir, era ter de admitir que quase tinha de me ir esconder para ir dar beijinhos na cara a uma rapariga. :)

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A Carolina e o Teste

por Samuel Garcia Portugal, em 18.03.16

Esta é uma história mais curta, pelo menos em termos temporais. Tudo se passou no mesmo dia e a rapariga em questão nunca mais voltou a fazer parte de nenhuma história digna de contar aqui no blog.

Estávamos no 8º ou no 9º ano, não sei precisar. Eu era bom aluno, sempre fui relativamente bom aluno, especialmente a Matemática. Nesses dois anos tivemos professoras estagiárias, que eram bastante porreiras.

Eu, como facilmente apanhava a matéria, tinha a tendência a desconcentrar-me mais facilmente e, consequentemente, a desconcentrar os colegas que estavam mais perto de mim. Essas duas professoras, cada uma no seu ano, tentaram algumas estratégias para me manter ocupado durante as aulas e não distrair os meus colegas. Uma das estratégias era dar-me exercícios de lógica ou de matemática um pouco mais avançada. A outra era juntar-me com mais três colegas para os ajudar com a matéria, explicando eu, em vez de ser a professora a explicar-lhes.

Nesse grupo de quatro estava a Carolina. A Carolina era uma rapariga bonita, que tinha um bom corpo, não era extremamente alta mas tinha uma altura interessante para a idade, e tinha um par de mamas já bastante desenvolvido. (Já vos disse noutro post que sou um bocadinho atraído por mamas, não já? :D ).

A Carolina nunca fez parte do rol de raparigas por quem tive paixões, fraquinhos ou afins, mas nunca deixei de apreciar as suas "boas formas".

Certo dia, tivemos teste de Matemática, e a Carolina não era particularmente boa a Matemática, como não era nenhum dos outros dois colegas que estavam comigo nesse grupo de quatro. Eu era sempre um bocado incomodado pelos outros colegas nos testes para deixar copiar ou para dar as respostas, e eu nunca gostei disso: tanto pelo risco de ser apanhado, como pelo facto de me desconcentrarem. Os meus colegas sabiam disso mas insistiam na mesma. Mas naquele dia houve uma abordagem diferente: a Carolina naquele dia veio pedir-me muito para a deixar copiar, para a ajudar no teste, etc.. Eu como de costume, estava relutante em aceitar, mas eis que ela faz a seguinte proposta: "Se me deixares copiar no teste, eu deixo-te apalpar-me as mamas."

...

Fiquei sem reação por umas frações de segundo mas, tentado por aquela proposta, disse qualquer coisa como: "Logo vejo no que posso ajudar.". Naquela altura os rapazes apalparem as mamas às raparigas, com consentimento ou sem, era algo que estava "na moda" na nossa turma pelo menos. A Carolina era uma das raparigas que nem consentia, nem se deixava apanhar desprevenida, pelo que a proposta se tornava ainda mais tentadora.

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Como o teste foi relativamente fácil para mim e o acabei cedo, acabei por conseguir ajudá-la com algumas respostas.

No fim do teste lá fui eu ter com a Carolina para "reclamar" a minha recompensa. Ela fez-se um pouco difícil no início, desmentindo a proposta que tinha feito, mas lá acabou por ceder. Fomos para um canto mais escondido no pavilhão, numa zona perto de onde ficavam os cacifos e onde a visibilidade do resto do pavilhão era mais reduzida. Ela ficou de costas para a parede, eu fiquei à frente dela, bastante próximo mas sem me encostar... A Carolina tinha namorado, mais velho que nós (não tinha contado essa parte pois não? :P ), e esse pensamento começou a vir-me à cabeça, junto com medo e junto com os sentimentos de culpa pelo que estava a fazer... e acabei por dizer para ela ir embora.

Hoje em dia não sei o que pesou mais para não ter conseguido aproveitar a oportunidade, mas não me arrependo. Pelo menos fiquei com uma história engraçada para me recordar.

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O meu primeiro beijo

por Samuel Garcia Portugal, em 10.03.16

No 8º ano eu mudei de turma logo no início do ano porque a composição da minha primeira turma não agradou aos meus pais (tinha muitos repetentes e muita gente velha demais para estar no 8º ano).

Conhecia um pouco algumas das pessoas da turma para onde fui, em especial uma rapariga, a Laura, que sempre tinha mexido comigo quando falava com ela por algum motivo. Essa mudança de turma fez com que tivesse mais contacto com ela e assim passamos a conversar mais e, como também fazíamos parte do caminho para casa juntos, fomos ganhando uma certa afinidade.

Não me lembro de todos os pormenores de como as coisas correram, e certamente que não me lembrarei de todos os pormenores de outras histórias, mas lembro-me que nesta em particular acabei por pedi-la em namoro.

O namoro, ou "namoro", era uma coisa natural, pelo menos no meio onde estava ou tendo em consideração as pessoas com quem me dava e a idade que tinha (cerca de 13 anos). Não havia muito o hábito de se curtir só "porque sim" e portanto o namoro era o passo normal para quem queria mais alguma coisa. No meu caso, e até ser relativamente mais velho, não me passou pela cabeça estar com uma rapariga só para poder curtir com ela, apesar de nessa altura esperar ansiosamente pela experiência do primeiro beijo.

Ela aceitou o meu pedido de namoro mas não queria que ninguém soubesse, sobretudo porque podia chegar aos ouvidos da mãe. Acho que nunca percebi os motivos concretos, mas estes teriam a ver com histórias do "passado" dela.

Eu sabia também que não seria o primeiro beijo dela, mas também por isso calculei que esse passo chegasse rapidamente para nós.

Lembro-me que combinámos as coisas para um dia e hora específicos. À hora de almoço (depois de almoçarmos), numa quarta-feira. Lembro-me que era quarta-feira por algum motivo, talvez porque o horário tivesse uma particularidade qualquer naquele dia da semana, mas isso ficou-me na memória, o que sempre achei curioso.

No dia e hora combinados, lá fomos para um lugar que sabíamos ser mais sossegado na escola, e a verdade é que enquanto lá estivemos, que também não foi muito tempo, não passou ninguém.

E assim foi. Chegámos e eu agarrei-me a ela contra a parede do pavilhão, naquele recanto exterior da escola, preparando-me para fazer algo de que certamente me lembrarei para o resto da vida. Não foi um beijo muito longo, foram cerca de três beijos de média duração, onde aproveitei para encostar bem o meu corpo no dela e também sentir os seus seios que eram daqueles atributos interessantes dela, e que me interessavam particularmente.

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Lembro-me de ter sido bem interessante, provar aquela boca quente, aqueles lábios carnudos. Ela beijava bem. Naquela altura obviamente que não tinha ponto de comparação, mas vim a perceber com o tempo que de todas as raparigas que beijei, ela era das que melhor beijava. E não, não foi só por aquele ter sido o primeiro beijo que fiquei com essa recordação. Apesar de ter sido o único desse nosso curto namoro, as nossas histórias amorosas voltaram a cruzar-se mais à frente no tempo, mas isso fica para outro post.

Sim, foi um curto namoro. Não tivemos mais oportunidades para beijos e passados cinco dias a Laura chegou à minha beira a dizer que tínhamos de terminar. Alguém supostamente tinha feito chegar uma carta à mãe dela a dizer que namorávamos e ela não podia arriscar. Nunca acreditei muito naquela história mas a desilusão passou relativamente rápido.

Um passo importante da minha vida tinha sido dado.

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A minha carreira como jogador de futebol

por Samuel Garcia Portugal, em 23.02.16

Acho que nunca sonhei de verdade em ser jogador de futebol. Talvez porque sempre soube que não tinha o que era necessário para isso. Não quero com isto dizer que a ideia nunca me atravessou a cabeça, mas na verdade sou apenas alguém que sempre gostou muito do jogo, quer da ótica do adepto, quer da ótica do atleta.

Como é normal com a maioria dos rapazes em Portugal (penso que ainda é uma maioria), durante a escola primária sempre que não chovia e podíamos vir cá para fora no recreio, jogávamos futebol. O facto de não ser particularmente bom nisso nunca me impediu de jogar, ou de participar, vá, nos jogos que se faziam.

E destes jogos tenho duas recordações que ilustram perfeitamente a inexistência da tal carreira futebolística que falo. Não pelo conteúdo dessas recordações, mas por aquilo que essas recordações são. Confusos? Deixem-me explicar.

As duas recordações bem vívidas que tenho dos jogos que fazíamos na escola primária são os dois únicos golos que marquei durante os quatro anos que lá estive. Imaginem quantos dias de escola são quatro anos, quantos jogos de futebol se fizeram e quantas centenas ou milhares de golos foram marcados. E eu marquei dois deles... E consigo lembrar-me dos dois...

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Posso dizer que os anos seguintes foram menos maus. Melhorei como jogador e diverti-me mais nos jogos em que participei e hoje em dia sempre que tenho a oportunidade de jogar divirto-me sempre e saio muitas vezes satisfeito com o que faço.

Por isso vos digo que se algo vos faz feliz, não desistam logo só porque não são particularmente bons nisso. Se gostam de cozinhar, podem não vir a ter estrelas Michelin, mas certamente que conseguirão pelo menos mexer uns ovos ou fritar um bife. Se gostam de pintar, podem não vir a ser o próximo Picasso, mas podem sempre aprender algumas técnicas ou dedicar-se à arte abstrata. Há sempre uma maneira de tirar prazer daquilo que vos faz sentir bem, mesmo que não sejam particularmente bons nisso. Às vezes não é preciso muito esforço, outras vezes é preciso um pouco mais, mas vai sempre valer a pena.

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Amores, paixões, desamores... e a Isabel

por Samuel Garcia Portugal, em 19.02.16

Para quem está a olhar para este blog, que está a começar, e olhar para a primeira história, pode pensar que isto vai ser um blog mais light, ou tranquilo, de um gajo a despejar problemazinhos e dilemas da vida.

Em parte estão certos. Mas a minha intenção é que vá para além disso. Quero contar histórias que vão ter continuidade de umas para as outras, que podem não estar por ordem cronológica, e que podem ser das coisas mais fofinhas, às coisas mais sexuais e brejeiras... sem censura.

Vou começar por introduzir a história da Isabel (os nomes vão ser sempre fictícios, espero nunca me enganar :P ).

Se não me engano tinha 14 anos, ia fazer 15. Estava no 9º ano. E a minha colega Vera convidou-me e a mais alguns amigos da escola para ir ao cinema com o intuito de festejar o seu aniversário.

Para além desse grupo da escola, a Vera levou também a sua prima Isabel. A Isabel tinha 12 anos, mas tinha corpo de 15, à vontade, e despertou logo em mim um interesse daqueles enormes (na altura não andava apanhado de verdade por ninguém).

Parece que a Isabel também se interessou por mim. Não falámos tanto como isso, mas dava para notar que ela tinha um certo interesse. Para uma rapariga com 12 anos ela era bem espevitada (e a ideia que tenho é que as coisas agora estão bem pior, não com ela, mas com as raparigas de 12 anos de hoje em dia). Durante o filme sentámo-nos juntos e uma das coisas que fiz foi oferecer pipocas, sendo que algumas foram dadas de forma muito fofinha na boca dela.

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Eu era um completo tótó nestas coisas. Fui durante grande parte da minha vida. Sempre fui muito docinho e daqueles gajos que ficam sempre na friendzone. Só bastante mais tarde na minha vida vim a ganhar alguma... "malícia". Mas isso fica para outros posts.

Nesse dia fui-me embora com a cabeça na Isabel, mas nem sequer fui capaz de lhe pedir o número de telemóvel. Pelos vistos depois passámos o resto do dia quer um, quer outro, a chatear a Vera para que nos desse o número um do outro. Ela muito se riu.

Tudo que se passou depois de termos o número um do outro mudou muitas coisas da minha adolescência, a maneira como via as coisas, o meu comportamento... E de uma maneira ou de outra ela sempre foi uma presença constante na minha vida, apesar de pessoalmente ter estado com ela provavelmente menos de 10 vezes...

P.S. Bastante tempo mais tarde, talvez anos mais tarde ela disse-me: "Passei aquele filme inteiro à espera que me beijasses...", mas eu era tão tótó.

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A primeira vez que fiquei sem dormir

por Samuel Garcia Portugal, em 18.02.16

Devia ter uns seis anos. Na verdade foi na minha festa de aniversário que celebrava esses mesmos seis anos. Vivia numa moradia com quatro pisos e tinha muita gente nessa festa. O meu aniversário era festejado junto com o da minha irmã nessa altura pois éramos pequenos e os nossos aniversários eram a menos de um mês de distância um do outro.

Lembro-me que uma das prendas que recebi foi o Monopólio. Foi das melhores prendas que recebi quando era criança, e foi dada por alguém completamente inesperado: um motorista de transportes públicos que conhecíamos e passou por lá. Não que interesse muito para a história, mas vivíamos quase numa aldeia, pelo que na “carreira” era quase sempre o mesmo motorista que nos levava a casa, e isso fez com que surgisse uma amizade. Hoje que penso nisso, consigo pensar que às vezes as melhores coisas vêm de quem menos se espera e naquele dia isso foi um bocadinho verdade.

Na altura não tive a perceção de quão bom o presente era. Quase todos os outros rapazes apressaram-se a violar o meu Monopólio novo, enquanto eu ficava a olhar, sem saber jogar, embora divertido por todos cobiçarem o meu presente.

Foi um outro presente que mexeu comigo: um carro. Um carrinho, vá. Uma daquelas réplicas em escala 1:18 (aproximadamente), e que no caso acho que era um Ferrari. Hoje em dia acho que não é tão comum, mas na altura (na passagem dos anos 80 para os 90) tenho ideia que era um presente comum.

 

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À noite não consegui adormecer. Provavelmente teve também muito a ver com o frenesim daquele dia, mas eu só conseguia pensar naquele carrinho. Fechava os olhos e via o carrinho. Nada mais existia no meu mundo, apenas o dia seguinte e a oportunidade de brincar com ele.

Nessa noite precisei da minha mãe para adormecer. Não tenho presente se fui dormir para a cama dos meus pais ou se a minha mãe veio para a minha beira até adormecer, mas precisei dela para me acalmar e poder, por fim, descansar…

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